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A Lei da Compensação


Com certeza você já ouviu falar no ditado “quem planta colhe”, certo? A partir dela podemos ter variações para o bem ou para o mal. Se faz o bem, colherá o bem! Se fizer seu trabalho bem hoje, colherá uma promoção amanhã! Enfim, cada indivíduo é compensado por aquilo que faz para outras pessoas, até aqui tudo normal.

Só que não estou falando da vertente positiva dessa lei e sim da briga interna que todos travamos para nos autocompensar, vou dar alguns exemplos: Carolina treinou na academia a semana toda e seguiu a dieta rigorosamente, mas no sábado seus amigos a convidaram para ir a uma feijoada. Carolina pensa: já que fiz tudo certo durante a semana, vou aproveitar o final dela, bebe duas caipirinhas, serve-se 2 vezes no buffet e toma 5 canecas de chope, diverte-se com o samba e logo em seguida a pagar a conta, bate o arrependimento! Lá vai Carolina perder tudo o que ganhou na semana seguinte. Pedro é um cara focado e que faz de tudo para entregar resultados a seus clientes, na quinta-feira trabalhou até as 23:00 para entregar algumas analises, na sexta-feira não coloca o relógio despertar porque pensa: trabalhei até tarde hoje, amanhã mereço dormir até mais tarde.

Se identificou com Carolina ou Pedro? Ou ainda veio a sua mente alguma compensação que você faz com frequência? Isso também ocorre com sua vida financeira? Comprar presentes para os filhos para compensar sua ausência? Gasta seu orçamento inteiro mensal numa noite em um restaurante por ter trabalhado no sábado de manhã? Isso pode ser sinônimo de compulsão, sabia? Pode vir acompanhado de ciclos de ansiedade, prazer durante a compra e arrependimento logo em seguida. Não conseguindo se render a esses impulsos, isso pode levar ao verdadeiro descontrole financeiro e emocional.

Para identificar se está usando a Lei da Compensação a seu favor ou ela está virando um rebote a suas conquistas, preste atenção em alguns pontos:

 

  • Analise seus hábitos. Pergunte a si mesmo: Estou gastando dinheiro demais em supérfluos? Sou facilmente atraído a uma compra desnecessária?
  • Reavalie seus gastos. Mantenha sempre sua planilha de controle pessoal atualizada, faça comparativos com os semestres passados, talvez encontre descontrole em certas despesas variáveis.
  • Crie um orçamento e seja fiel a ele. Peça recibos de todas as compras, seja de uma bala ou da compra semanal no supermercado. Exclua a linha “outras despesas” da sua planilha, ela é tentadora.
  • Separe dinheiro para seus objetivos. Isso parece piegas, mas quem não tem metas a cumprir, facilmente perde a direção por não saber onde quer chegar.
  • Faça um “jejum” de gastos. Deixe os cartões de crédito um mês em casa, leve somente o dinheiro para pagar a necessidades básicas do dia.
  • Caso não consiga entender o porquê seu saldo fecha sempre no negativo, procure a ajuda de um Planejador Financeiro, ele lhe ajudará a entender onde está esse gargalo.

 

Não deixe de fazer uma pergunta também: Se perdesse o emprego hoje, quantos meses conseguiria manter seu padrão de vida atual? Sabe o que é ter um Colchão de Segurança? Você poupa apenas o que sobrar na conta ao final do mês? Essas e outra perguntas são assuntos no próximo artigo. Até lá!

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